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A eficácia de exames fecais imunoquímicos na detecção de câncer do cólonVOLTAR
Os resultados do estudo mostram que um exame de sangue fecal anual pode ser tão eficaz como a colonoscopia em rastreamento para o câncer de cólon. foto: freedigitalphotos

Os resultados do estudo mostram que um exame de sangue fecal anual pode ser tão eficaz como a colonoscopia em rastreamento para o câncer de cólon. foto: freedigitalphotos

Os testes que detectam sangue nas fezes podem consistentemente detectar câncer de cólon quando solicitados em uma base anual, e eles são eficazes mesmo no segundo, terceiro e quarto anos de triagem, diz um novo estudo.

Os pesquisadores disseram que esses resultados sugerem que o exame de fezes poderia ser uma alternativa razoável de triagem à colonoscopia – atualmente considerada o padrão-ouro para o rastreio do câncer do cólon.

Conhecidos como exames fecais imunoquímicos, peritos examinam em amostras de fezes quantidades microscópicas de sangue “derramado” pelos tumores de cólon, explicou o coautor do estudo, Dr. Douglas Corley, do Kaiser Permanente em Oakland, Califórnia, EUA.

Médicos têm se preocupado com o fato de que exames de sangue nas fezes podem se tornar menos eficazes ao longo do tempo, prejudicando a sua utilidade como ferramenta de triagem, disse Corley. “Tumores de cólon ou pólipos pré-cancerosos precisam ser grandes para começar a liberar sangue nas fezes de uma pessoa. Então, se todos os grandes tumores e pólipos forem detectados e removidos durante o primeiro ano de triagem, a preocupação é que poderia haver uma grande queda na detecção do câncer durante os anos seguintes”, acrescentou.

Para ver se isso poderia acontecer, os pesquisadores acompanharam os exames de sangue fecal anuais realizados em quase 325 mil pacientes do Kaiser Permanente durante um período de quatro anos. O primeiro ano de triagem com exames de sangue nas fezes detectou câncer do cólon em 84,5% dos participantes diagnosticadas com a doença, informou o estudo. “Descobrimos que a sensibilidade para o câncer foi um pouco maior no primeiro ano, e isso não é surpreendente”, disse Corley. “No primeiro ano em que você pesquisa se alguém tem câncer da mama, ou outro tipo, você pode encontrar cânceres que já estavam lá por um tempo e que podem ser maiores ou mais fáceis de se detectar.”

No entanto, a eficácia do teste de sangue fecal variou entre 73 e 78% em dois a quatro anos. Isso significa que o teste permaneceu capaz de detectar novos tumores conforme eles cresciam a um tamanho detectável, segundo os pesquisadores. Os resultados foram publicados em janeiro na revista Annals of Internal Medicine.

Dr. Richard Wender, diretor da American Cancer Society, disse: “Nós realmente podemos encontrar cânceres precoces continuamente conforme eles forem ficando maiores. E ao longo de um período de 10 anos este teste certamente vai evitar o mesmo número de mortes que a colonoscopia realizada uma vez a cada 10 anos”.

Estes novos resultados mostram que um exame de sangue fecal anual pode ser tão eficaz como a colonoscopia em rastreamento para o câncer de cólon, concluíram os pesquisadores.

Ainda assim, a colonoscopia tem suas vantagens. O procedimento só precisa ser feito uma vez a cada 10 anos, e está perto de 100% de eficácia na detecção de cânceres e pólipos pré-cancerosos, disse Wender.

Um exame de sangue fecal é menos invasivo e desagradável. Com base nesses resultados, os programas de rastreio do câncer do cólon devem oferecer tanto exames de sangue fecal quanto colonoscopia, disseram os especialistas.

Os médicos precisam ter a certeza de que os pacientes com teste positivo para triagem de sangue fecal façam uma colonoscopia de acompanhamento, durante a qual o câncer ou pólipo pré-canceroso detectado pelo teste será removido, disse Wender.

Corley observou que o estudo utilizou como base o teste padrão de sangue fecal utilizado para o rastreio do câncer do cólon, e não um novo teste aprovado pela FDA chamado Cologuard. O novo teste combina a análise de sangue fecal com uma varredura genética adicional para biomarcadores de DNA que têm sido associados ao câncer de cólon.

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