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Avaliação Laboratorial dos Lípides e das ApolipoproteínasVOLTAR

Os lípides biologicamente relevantes são os fosfolípides, colesterol, triglicérides (TG), ácidos graxos (AG). O colesterol é precursor dos hormônios esteroides, ácidos biliares e vitamina D. As lipoproteínas permitem o transporte dos lípides no plasma. As apos têm funções como formação intracelular das partículas lipoproteicas (B100 e B48), ligantes a receptores de membranas (B100 e E), ou cofatores enzimáticos (CII, CIII, AI). Os TG constituem importante fonte energética nos tecidos adiposo e muscular. Existem quatro classes de lipoproteínas separadas em dois grupos: 1) as ricas em TG (quilomicrons, VLDL) e 2) as ricas em colesterol (LDL e HDL) e uma classe intermediária, IDL e lipoproteína (a), que é resultante da ligação da LDL à apo (a) e tem sido associada à
formação e progressão da placa aterosclerótica.

Aterogênese

A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica que ocorre em resposta à agressão endotelial da camada íntima de artérias de médio e grande calibre. Esta agressão deve-se a fatores de risco como dislipidemia, hipertensão arterial, tabagismo. A disfunção endotelial aumenta a permeabilidade da íntima às lipoproteínas e a sua retenção subendotelial, proporcionalmente à concentração plasmática de lipoproteínas.

Avaliação Laboratorial dos Lípides e Lipoproteínas

Coleta – É recomendado jejum de 12 horas para TG e LDL pela fórmula de Friedewald. Colesterol total (CT), apo B, apo A-I e HDL podem ser determinados em amostras sem jejum. O indivíduo deve estar com dieta habitual, estado metabólico e peso estáveis por pelo menos duas semanas antes do exame. Evitar ingestão de álcool e atividade física vigorosa nas 72 e 24 horas que antecedem a coleta, respectivamente.

Variação intraindividual – Tem sido descrita variação de 5-10% para CT e superior a 20% para TG, particularmente em indivíduos com hipertrigliceridemia. Isto se deve à variação analítica, mas também a fatores ambientais como dieta, atividade física e variação sazonal. Análise de lípides e lipoproteínas – As medidas tradicionais de risco cardiovascular (CV) são CT e LDL, sendo estes os principais alvos terapêuticos na prevenção da CV.

Colesterol total – É recomendado pelos programas de rastreamento CV, mas pode fornecer dados enganosos, como nos casos em que se apresenta aumentado devido a HDL elevado. Para avaliação de adequada do risco CV são imperativas as análises de HDL e LDL. LDL-colesterol – Calculado pela fórmula de Friedewald: LDL = CT – (HDL + TG/5). Mas o cálculo: 1) exige três análises separadas CT, TG e HDL; 2) não pode ser utilizado se TG > 400mg/dL; 3) não é indicado se a amostra for obtida sem jejum. Nestas condições, o colesterol não-HDL pode ser determinado. Existem métodos para determinação direta do LDL e podem ser usados quando o cálculo não for possível.

Colesterol não-HDL – A fração colesterol não-HDL é usada como estimativa do número total de partículas aterogênicas no plasma (VLDL + IDL + LDL) e refere-se também a níveis de apo B. Pode fornecer melhor estimativa do risco em comparação com o LDL. É facilmente calculado: Colesterol não-HDL = CT – HDL.

HDL-colesterol – A técnica de dosagem deve ser comparável aos métodos de referência e controlados por programas de qualidade.

Triglicérides – Determinado por técnica enzimática, método preciso e barato. TG elevado se associa frequentemente a baixos níveis de HDL e LDL alto. Estudos sugerem que a trigliceridemia sem jejum poderia fornecer informações sobre lipoproteínas associadas ao risco de doença coronariana. Sua utilidade na prática ainda está sendo investigada.

Apolipoproteínas – Apo B é a principal apoproteína das partículas aterogênicas (VLDL, IDL, LDL), sendo boa estimativa dessas partículas. Estudos têm demonstrado que a apo B é igual ao LDL na predição de risco e pode também ser alvo de tratamento.

A apo A-I é a principal apoproteína do HDL. Concentrações menores que 120mg/dl para homens e 140mg/dl para mulheres correspondem às concentrações baixas de HDL. As relações apo B/apo A-I, CT/HDL e colesterol não-HDL/HDL fornecem informações semelhantes.

Lipoproteína (a) – É um marcador adicional de risco CV, seu nível é determinado, em grande parte, geneticamente. A padronização dos métodos de dosagem ainda é necessária e sua análise não está indicada na rotina, mas pode ser considerada em pessoas com alto risco CV e história familiar de doença prematura aterotrombótica.

Mediante a publicação da V Diretriz de Dislipidemia e Aterosclerose, em reunião conjunta entre as Sociedades Brasileiras de Cardiologia, Patologia Clínica, Análises Clínicas e de Biomedicina, foi criado um documento que sugere a padronização dos laudos de laboratoriais referentes aos perfis lipídicos em todo território nacional com os valores de referência, por faixa etária, conforme o quadro abaixo.

Valores de Referência (mg/dL)

Lípides

Adultos >= 20anos

De 2-19 anos

Categoria

Colesterol Total

<200

<150

Desejável

200 – 239

150 – 169

Limítrofe

>=240

>=170

Alto

LDL

<100

Ótimo

100-129

<100

Desejável

130-159

100-129

Limítrofe

160-189

>=130

Alto

>=190

Muito alto

HDL

>60

>45

Desejável

<40

Baixo

Triglicérides

<150

<100

Desejável

150-200

100-129

Limítrofe

200-499

>=130

Alto

>=150

Muito Alto

Colesterol não HDL

<130

Ótimo

130-159

Desejável

160-189

Alto

>=190

Muito Alto

O documento também sugere a adoção, no laudo, de alerta indicativo de Hipercolesterolemia Familiar (HF) se CT > 310 mg/dL (adultos) ou CT > 230 mg/dL (entre 2 e 19 anos).

Referência Bibliográfica

  1. V Diretriz Brasileira de Dislipidemia e Prevenção da Aterosclerose. Arq Bras Cardiol. 2013 101(Supl1): 1-22.

 

TEXTO TRANSCRITO NA INTEGRA DO INFORMATIVO ELETRÔNICO LABCOM (www.labrede.com.br)

PDF PARA DOWNLOAD: AVALIAÇÃO LABORATORIAL DOS LÍPIDES E DAS APOLIPOPROTEÍNAS

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