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Marcadores Tumorais: Pulmão e TireóideVOLTAR

Câncer da tireóide

Os carcinomas diferenciados da tireoide (CDT) dos tipos papilífero e folicular compõem cerca de 95% de todos os casos de câncer da glândula. Os CDT crescem lentamente, são capazes de secretar tireoglobulina e captar iodo e respondem bem a terapias específicas.

A tireoglobulina (Tg) é uma proteína produzida pela tireoide. Tem baixa sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de malignidade, mas é útil no seguimento dos CDT após tireoidectomia total e tratamento ablativo com Iodo131. Alguns indivíduos podem produzir anticorpos contra a Tg (ATg), sendo maior sua prevalência nos portadores de CDT. A presença de ATg pode determinar resultados falsamente baixos de Tg, por isto recomenda-se a dosagem de ATg associada à Tg. Após a tireoidectomia total, os níveis séricos de Tg devem ser indetectáveis com ATg negativo. Tg elevada pós-tratamento é marcador para CDT, na ausência de tecido tireoidiano remanescente saudável.
Segundo a atualização do consenso brasileiro de câncer diferenciado da tireóide, Tg e ATg devem ser solicitadas imediatamente antes da administração do Iodo131, neste momento, com o TSH >30mUI/L, a Tg mostra correlação com metástases persistentes. A Tg elevada após a terapia inicial é preditora da evolução. As lterações de Tg ao longo do seguimento são mais importantes do que o resultado isolado e são acompanhadas juntamente com ATg e TSH, durante o uso da tiroxina (TSH suprimido) ou mediante estímulo com TSH >30mUI/L e também exames de imagem.

Deve-se manter atenção quanto à diferença entre os métodos de determinação da Tg e ATg que podem apresentar resultados não comparáveis. Portanto, é recomendável o acompanhamento no mesmo laboratório ou realinhamento dos valores de base quando são modificados os métodos de dosagem. Também recomenda-se observar a sensibilidade funcional do método da Tg, especialmente quando o TSH está suprimido, que deve ser de, pelo menos, 1 ng/mL.

Cancer medular da tireoide (CMT)

A calcitonina é um hormônio produzido pelas células parafoliculares C da tireóide e ajuda a regular o cálcio sérico. No CMT, um tipo raro de câncer de células parafoliculares C, os níveis geralmente estão elevados. Seu
uso (basal e após estímulo) na detecção precoce do CMT tem sido estudado, mas há controvérsia na interpretação e no custo/benefício. Outros tipos de câncer, como de pulmão e leucemias, também podem
elevar os níveis de calcitonina, mas sua determinação não está indicada como triagem.

Câncer de Pulmão

É o mais comum de todos os tumores malignos, apresentando elevada incidência e risco estimado de 18 casos novos a cada 100 mil homens e dez para cada 100 mil mulheres. Em 90% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco. Tem elevada mortalidade.

Tradicionalmente, o tratamento do câncer de pulmão é definido com base em subtipos histológicos em SCLC (carcinoma de pulmão de células pequenas) e NSCLC (carcinoma de pulmão de células não pequenas), sendo o último mais freqüente. A utilidade dos marcadores é questionável. Os mais empregados são o CEA, CYFRA21-1 e SCC, além da NSE e Cromogranina.

Cyfra 21-1 – É um fragmento da citoqueratina 19, uma proteína do citoplasma de células epiteliais tumorais. É o mais sensível (23-70% para NSCLC), mas não é específico de nenhum subtipo. Pode estar elevado em patologias benignas urinárias e gastrointestinais e também tumores da bexiga, cérvice, dentre outros. Pode ser utilizado em associação com outros elementos de monitorização do tratamento.

CEA – Não tem se mostrado um bom marcador em pacientes com SCLC. Porém, é o segundo mais sensível com títulos mais elevados nos adenocarcinomas. O nível sérico de CEA traz informação prognóstica e preditiva de risco de recorrência e de morte em NSCLC independente do tratamento. O CEA possui baixa sensibilidade e especificidade. Pode estar aumentado em fumantes, cirrose alcoólica, doenças hepáticas, doenças intestinais, doença fibrocística da mama, bronquite, infecções pulmonares e insuficiência renal.

NSE (Enolase neuronal específica) e Cromogranina A – São marcadores de tumores neuroendócrinos. A NSE é mais útil no acompanhamento de pacientes com câncer de pulmão de pequenas células ou neuroblastoma. A Cromogranina A parece ser um melhor marcador para tumor carcinóide. Níveis elevados de NSE também são encontrados em câncer medular da tiróide, melanoma e tumores endócrinos pancreáticos.

SCC (Antigeno Carcinoma de Células Escamosas) – É uma proteína estrutural citoplasmática. A sensibilidade é maior para Carcinoma de Células Escamosas, porém se eleva em doenças benignas dermatológicas e pulmonares.

Referências Bibliográficas

1. http://www.inca.gov.br/estimativa/2012.
2. Arq Bras Endocrinol Metab 2013,57(4):240- 264
3. Lung Cancer 2012;76:138-143

 

TEXTO TRANSCRITO NA INTEGRA DO INFORMATIVO ELETRÔNICO LABCOM (www.labrede.com.br)

PDF PARA DOWNLOAD: Labcom Marcadores Tumorais – Parte VI

 

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